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Clemente

O Estranho mundo de Michelle Clemente :P

Em algum lugar não tão distante aparentemente insignificante existem as coisas tão vitais para a vida...
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FGTS 2017 – Devo Sacar? SIM!


Com a edição da medida provisória 763/2016 do governo federal, os trabalhadores que possuem contas de FGTS inativas até 31/12/2015 estarão liberados a resgatar esses valores em um determinado período de tempo. Ver artigo [LINK]

A dúvida que boa parte da população tem é: Devo sacar esse dinheiro? O que faço com ele?
A resposta para a primeira pergunta é: SIM! Você deve sacar esse valor independente de quanto for e de como está sua vida financeira e o motivo é simples: O dinheiro parado na conta do FGTS rende muito pouco, quase sempre abaixo da inflação. Isso significa que você PERDE dinheiro deixando-o parado na conta do FGTS.

O rendimento do FGTS rende atualmente 3% mais T.R. (Taxa Referencial) ao ano. A TR é um valor variável, mas no ano de 2016 foi de aproximadamente 2%. Isso significa que o FGTS rendeu, no ano de 2016, aproximadamente 5%.

Para se ter uma ideia, a inflação acumulada no ano de 2016 foi de 6,28%. Isso já mostra que o dinheiro retido nas contas do FGTS perdeu valor nesse ano. E esse cenário se repete ano a ano. Repetindo: Saque SIM o dinheiro parado nas contas do FGTS.

O que fazer com o dinheiro do FGTS?

Quando fazemos essa pergunta a algum conhecido, uma esmagadora maioria responde: “Pagar dívidas”. Esse pode ser um bom destino para esse dinheiro, mas não necessariamente é o melhor.

Quando devo usar o dinheiro do FGTS para pagar dívidas?

A primeira análise a ser feita se refere ao valor pago de juros nessa dívida. Se for uma dívida de cheque especial, ou parcelamento de fatura de cartão de crédito, dívidas essas que lideram em disparado quando o assunto é taxa de juros, essas devem sim ser negociadas e quitadas o quanto antes.

Outras dívidas ou parcelamentos devem ser analisados com maior frieza. Se for um parcelamento sem juros, ou com juros abaixo de 1% ao mês, talvez não seja tão interessante quitar essas dívidas. 

Explico o motivo logo adiante. A menos que consiga negociar essa dívida a um valor considerável, pode ser mais interessante aplicar esse dinheiro em um investimento de boa rentabilidade e baixo nível de risco, pagar as mensalidades no vencimento e, no final ainda sobrará um valor que pode ser reinvestido.

Como assim?

Suponha que você tem uma dívida no valor de R$1.000,00 (mil reais), parcelado em 10x sem juros. Se você possui exatamente R$1.000,00 de saldo de FGTS, você poderia quitar essa dívida e ficar “zerado”. Não estaria mais devendo, mas não teria mais esse dinheiro para usar.
Agora, suponha que você aplique esse dinheiro em um investimento que te renda 1% ao mês. Ou seja, a cada mês, o valor investido cresce 1%. Veja na tabela abaixo o valor que você teria ao terminar de pagar o parcelamento.


Antes de pagar
Após pagar
Saldo inicial R$        1.000,00
Parcela 1
 R$         900,00
 R$      909,00
Parcela 2
 R$         809,00
 R$      817,09
Parcela 3
 R$         717,09
 R$      724,26
Parcela 4
 R$         624,26
 R$      630,50
Parcela 5
 R$         530,50
 R$      535,81
Parcela 6
 R$        435,81
 R$      440,17
Parcela 7
 R$         340,17
 R$      343,57
Parcela 8
 R$         243,57
 R$      246,00
Parcela 9
 R$         146,00
 R$      147,46
Parcela 10
 R$           47,46
 R$         47,94

Repare que, investindo o valor de R$ 1.000,00 e sacando o valor de R$ 100,00 (cem reais) por mês, após o pagamento da 10ª  parcela, ainda restam R$ 47,94. Esse valor não existiria se a dívida tivesse sido paga à vista. Mas é claro que é necessário ter muita disciplina e o saque deve ser feito única e exclusivamente para o pagamento das parcelas.

Já no caso de dívidas com juros, a conta não é tão complicada. Verifique no contrato o valor dos juros, assinalados no campo Custo Efetivo Total (CET). Geralmente esse valor é um percentual ao ano. Se esse valor for menor do que você conseguir em um investimento, o dinheiro deve ser investido e resgatado para pagamento, conforme o exemplo acima. Caso os juros da dívida forem maiores do que os conseguidos em um investimento, é mais aconselhável amortizar ou quitar a dívida.


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